segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Entrevista no site: Acontece em Petrópolis

http://www.aconteceempetropolis.com.br/2010/09/rumo-as-eleicoes-calixto-barbosa/

Rumo às eleições: Calixto Barbosa
Por Nathália Pandeló 18 - setembro - 2010

O Acontece em Petrópolis dá início a uma série de entrevistas conduzidas com candidatos a Deputado Estadual e Federal.

Coronel Calixto Barbosa em entrevista ao Acontece em Petrópolis. (Foto: Nathália Pandeló)


A crescente violência em Petrópolis, a dificuldade de acesso a atendimento de saúde pela população e a necessidade urgente de melhorias no transporte público foram alguns dos pontos que levaram o Coronel Calixto Barbosa a se candidatar a Deputado Federal. De acordo com o próprio candidato, “se há alguém que pode lutar por Petrópolis, principalmente na área de segurança pública, sou eu”.


Sem falsas modéstias, o ex-comandante da Polícia Militar em Petrópolis, posto que manteve por exatos seis anos e três meses, se baseia em sua experiência no comando do batalhão para fazer tal afirmação, e cita orgulhosamente as vitórias deste período, como o cunho social e comunitário dos programas desenvolvidos (o Policiamento Comunitário, implantado por ele, serviu de modelo para outras cidades e também para as UPPS) e a elevação de Petrópolis ao quinto lugar do ranking de cidades mais seguras do Brasil.

Seus planos para a segurança são ousados e vão desde uma atuação completa da Polícia Militar – do contato e atendimento à população a um serviço de inteligência, para investigação e solução dos crimes – ao tempo da pena do preso. “Uma das minhas propostas é de que os presídios sejam privatizados, pois aí vamos lidar com a exigência de produção por parte das empresas. Isso contribui para que o preso seja socializado, para que volte à sociedade com condições de prosseguir a vida. Quando o preso trabalha, confeccionando carteiras para escolas ou produzindo alimentos, isso pode voltar para o país”, afirma.

“Proponho que a pena para o criminoso seja máxima, e a redução de seu tempo no presídio dependa dele mesmo. A cada cinco dias de trabalho, se reduziria um dia da pena. O juiz não precisaria aplicar uma pena específica, e com bom comportamento a pena é muito reduzida – um assassino pode estar solto após quatro anos na cadeia. O Governo Federal já paga para a família de um preso, que não produz nada para o país, e está na Universidade do Crime”, completa.

Este foi o tema que pautou toda a entrevista que Calixto Barbosa cedeu ao Acontece em Petrópolis, embora tenha citado também seus planos para saúde e educação. “Falta ensino profissionalizante, emprego, incentivo ao esporte nas comunidades carentes e atendimento aos idosos, principalmente àqueles que necessitam de cuidados especiais”, avalia.

Injustiças sociais, como a falta de emprego, alimento e atendimento de saúde, são amplamente citadas pelo candidato como as principais deficiências do cuidado oferecido à população, principalmente a carente, e conta com emoção alguns dos casos que presenciou em visita a estas comunidades e, que, segundo ele, “realmente entristecem”.

No entanto, Calixto faz questão de deixar claro que não se candidata por ambições políticas ou convite de candidatos e partidos, mas pela solicitação de trinta líderes comunitários que reconheceram seu trabalho à frente do batalhão. Agora, ele diz que quer fazer mais – e que a cidade precisa de mais. “Se nada for feito, Petrópolis não terá mais seis meses de tranqüilidade”, prevê, denunciando a influência do tráfico e mesmo do Comando Vermelho em bairros da cidade.

Mas nem só de notícias ruins vivem os petropolitanos. De acordo com o candidato, o sonho da univeridade pública é possível para a cidade. “Essa é uma questão de luta e briga. A proposta feita ao Governo Federal deve ser sustentável, com o número de habitantes e o número de escolas na cidade. Somos o segundo município do Estado em número de escolas, e para onde vão esses alunos? É preciso brigar por essa questão”, diz. O abaixo-assinado circulando pela internet mostra que os petropolitanos vão encarar a briga.

domingo, 19 de setembro de 2010

Calixto quer mudanças no policiamento do município

Arrombamentos em comércio e residências, assaltos e o avanço do tráfico de drogas, em Petrópolis, estão preocupando o coronel Calixto Barbosa, candidato a deputado federal pelo PR. Todos esses casos foram registrados na última semana. Como policial militar, por onde passa ele tem recebido cobranças da população.
Também ouviu críticas sobre o atual esquema de segurança implantado na cidade, o qual ele considera um equívoco cometido pelo Comando Geral da corporação, que prioriza apenas o trabalho ostensivo. “Isso acontece porque o governador não quer que a Polícia tenha confronto armado com os bandidos. Quer mostrar uma paz através das UPPs, mas que na realidade não está ocorrendo. Este esquema está levando toda a PM a continuar no erro”, diz. Para o candidato a deputado federal, lamentavelmente, a Polícia Militar está andando para trás. Em sua opinião, o trabalho de investigação que pode ser realizado pela P2 deve ser incentivado porque somente com os bandidos sendo presos é que novos assaltos serão evitados.
O candidato revela que em recente entrevista o próprio governador do Estado disse que os índices criminais de Macaé e Petrópolis estão aumentando, o que prova que esse sistema implantado pelo atual comandante geral, não funciona.
Como policial militar, Barbosa entende que a atribuição principal da PM é fazer o patrulhamento ostensivo. “Mas nada impede que façam o trabalho de investigação. A corporação conta com homens preparados para isso, com capacidade de entregar o serviço praticamente completo na Polícia Civil”.
Na época em que esteve à frente do batalhão de Petrópolis, o coronel Calixto Barbosa mantinha um grupo forte que investigava o crime e, em situações como a ocorrida em Corrêas, intensificava o trabalho. “Nunca consegui impedir o crime, mas trabalhava para garantir que ele não tivesse continuação”, disse, lembrando, mais uma vez, que foi assim que conseguiu colocar Petrópolis como a quinta cidade mais segura do país e a primeira no ranking de controle de criminalidade do Brasil. “Em relação à segurança, meu objetivo é garantir que esse mesmo modelo de policiamento seja implantado em todos os municípios do estado”.

Matéria publicada no Jornal Tribuna de Petrópolis

sábado, 18 de setembro de 2010

Metade dos jovens de 15 a 17 anos está fora do nível de ensino adequado



Informação faz parte da Síntese de Indicadores Sociais 2010 do IBGE.


Do G1, em São Paulo


Um em cada dois jovens de 15 a 17 anos estava fora do nível de ensino adequado em 2009, mostra a Síntese de Indicadores Sociais 2010, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (17).
Segundo a pesquisa, 50,9% dos adolescentes nessa faixa etária estavam no ensino médio em 2009. Em 1999, eram 32,7% e em 2004 eram 44,2%. Entre as regiões do país, o estudo mostra que no Nordeste apenas 39,2% dos jovens dessa faixa etária estavam no nível médio em 2009. No Sudeste, eram 60,5%, no Sul, 57,4%, no Centro-Oeste, 54,7% e no Norte, 39,1%.
Na comparação entre rendimento familiar per capita, entre os 20% mais pobres do país, somente 32% dos adolescentes de 15 a 17 anos estavam no ensino médio contra 78% entre os 20% mais ricos do país em 2009.

Município do Rio já enfrenta uma epidemia de dengue

Fonte: Jornal O Dia






Rio - Um a bomba que já dá sinais de que vai explodir. Assim é a situação da dengue no Rio de Janeiro. Um documento interno da Secretaria Municipal de Saúde, ao qual O DIAteve acesso, revela que o número de casos registrados no período analisado — de 5 de agosto a 9 de setembro — já “tecnicamente significa epidemia”.

E mais: o vírus 1 da doença está em plena circulação no município. Esse tipo de dengue pode ser o principal responsável pelo aumento de 861,1% do número de doentes em agosto de 2010, em comparação com o mesmo mês do ano passado.
O documento ‘Análise da Situação Epidemiológica do Dengue - Cidade do Rio de Janeiro - Alerta’, elaborado pela Superintendência de Vigilância em Saúde, também chama atenção para “a aproximação de uma nova onda epidêmica” e revela “uma piora no quadro (epidemiológico)”, que “remete para um estado de alerta máximo para (...) período de aumento de atividade viral”.

Dezembro a abril: pior fase

Para o epidemiologista Roberto Medronho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os dados — até então confidenciais — são extremamente preocupantes. Segundo Medronho, a tendência é que a dengue se espalhe com mais intensidade já em dezembro desse ano. A situação deve permanecer grave até abril de 2011.
“Essa informação deveria ser pública para que as pessoas pudessem se preparar. O relatório mostra a presença do Aedes aegypti em vários bairros. Mas ainda há tempo de se evitar o pior”, afirma Medronho.
De acordo com o epidemiologista, é preciso concentrar esforços não só nas ações de combate à dengue, mas também no sistema de saúde.
“É preciso que as autoridades se organizem para atender os casos de dengue nas unidades de saúde antes que comece a epidemia”, recomendou. “Se não têm competência para evitar a epidemia de dengue, que pelo menos tenham compromisso ético de evitar os óbitos”, disparou Medronho.

Pessoas de até 19 anos não têm imunidade contra o vírus tipo 1

O DIA antecipou em 19 de junho, a volta ao Rio do vírus tipo 1 da dengue — que não circulava desde o início da década de 90 — é perigosa, pois quem nunca teve contato com esse microorganismo está mais vulnerável. Só na Região Metropolitana, são 3,7 milhões de pessoas de até 19 anos sem imunidade contra o tipo 1.
Além disso, quem já teve outro tipo da doença pode desenvolver a forma mais grave (hemorrágica), se pegar dengue de novo, do tipo 1.
Em 2 de setembro,
 O DIA também mostrou que 55 bairros do Rio têm risco alto ou muito alto de ter epidemia. Nesses locais, vivem 40% dos cariocas.
Desprezando as informações do relatório interno da Superintendência de Vigilância em Saúde, a própria coordenadora do setor, Rosanna Iozzi, afirmou que “a situação em relação à dengue é de normalidade”.
Segundo ela, “não existe situação de endemicidade no município”. Entretanto, Iozzi admitiu que não esperava aumento de 861,1% no número de casos de agosto de 2010 em relação a 2009. “Estamos intensificando ações de combate nos bairros de maior risco e mobilizados nas ações de rotina”.






É inconcebível que as autoridades tenham em mãos dados tão preocupantes e, simplesmente, escondam da população. Mais uma vez, a vida de milhares de pessoas está em risco e, quais providências foram tomadas? O Rio de Janeiro já passou por uma epidemia de dengue e, por falta de um trabalho sério, pode enfrentar o problema mais uma vez. Mas, o que  mais me deixa abismado  é o fato da Vigilância Sanitária do Rio dizer que “a situação em relação a dengue é de normalidade”, conforme está explícito na reportagem do Jornal O Dia. Diante dessa declaração, tudo que nos resta é orar...Entendo que erradicar a dengue em nosso país é dificil, até porque, além da doença já ter se alastrado por quase toda a América, o controle do mosquito tem de ser feito em cada residência. Entretanto, acredito que, com um trabalho sério, é possível conter o surto e reduzir drasticamente os mosquitos Aedes aegypti. 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Confronto em favela do Rio tem três mortos

Pelo menos três pessoas morreram durante um confronto entre traficantes, na Favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, na tarde desta sexta-feira (17). Traficantes de uma facção rival se infiltraram na favela durante a semana, mas foram descobertos.
Houve intensa troca de tiros e moradores do local acabaram sendo atingidos. Policiais do 27º BPM foram acionados e seguiram para o local, mas não chegaram a entrar na favela. Uma pessoa foi levada para o hospital, mas não resistiu. Mais dois corpos foram levados dentro de uma kombi e largados na porta do Hospital estadual Pedro II, também em Santa Cruz.
A informação foi confirmada pelo setor de emergência do hospital. Ainda segundo o setor, quatro pessoas baleadas deram entrada na emergência do hospital, mas não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Fonte: G1-RJ

Salários dignos para professores

Segundo levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), 35,7% dos brasileiros acreditam que a educação tem a finalidade de formar bons cidadãos. Posso garantir que integro essa porcentagem, porém, acho que nem todos pensam da mesma forma. Prova disso são os baixos salários de professores da rede publica de ensino do país. Junto com as famílias, são os professores que tem a responsabilidade de passar os bons princípios para as crianças, ajudando a evitar que se desviem no caminho. Por isso, acredito que a valorização profissional dos educadores é fundamental. Bem remunerados, eles não terão a necessidade de se desdobrar em mais de uma escola e consequentemente, o rendimento dentro das salas de aula será melhor. Na área da educação, é por esse reconhecimento que pretendo lutar na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Policiais são alvo de tiros no Elevado Paulo de Frontin

Rio - Policiais militares estão sendo atacados por bandidos desde o início do dia. No início da tarde desta sexta-feira, bandidos atiraram em policiais do 1º BPM (Estácio), que estavam no Elevado Paulo de Frontin, no Rio Comprido, na Zona Norte. Quatro homens em um táxi modelo Santana efetuaram diversos disparos contra os PMs e fugiram pelo Túnel Rebouças, em direção à Zona Sul.
Mais cedo, criminosos armados com fuzis atiraram mais de 50 vezes em uma padaria na Rua Geremário Dantas, altura do número 57, no Tanque, matando um policial militar do 18º Batalhão (Jacarepaguá) e ferindo outro PM. Dois funcionários do estabelecimento e um cliente também foram feridos no ataque. A PM e a Secretaria de Segurança afirmaram que os ataque são atos isolados, e não uma ação orquestrada

Fonte: Jornal O Dia

Uma pergunta que tenho feito com frequência: quantos mais terão que morrer para que sejam tomadas atitudes que realmente solucionem o problema? Mais uma vez famílias choram por conta do ataque de criminosos. Crianças são baleadas em suas casas e dentro de salas de aula...não dá para ficar calado! Como policial militar sei que existem formas de por um ponto final nestas tragédias. Basta trabalhar de verdade...com vontade de voltar a ver um Rio de Janeiro mais seguro. A Polícia tem que ser mais forte do que os bandidos e não o contrário. Para isso, é necessário que ela esteja aparelhada e com salários dignos. Neste sentido, na Câmara dos Deputados, vamos lutar pela PEC 300 mas, volto a dizer: O esquema de policiamento precisa ser modificado e a atuação deve ser permanente. Caso contrário, iremos continuar assistindo policiais sendo assassinados de maneira estúpida, sendo 'caçados' por bandidos.