sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Acidente reforça a preocupação de Calixto Barbosa com o transporte


O prenúncio de uma tragédia. É assim que o coronel Calixto Barbosa, candidato a deputado federal pelo PR, classificou o acidente com um ônibus que despencou de um barranco de aproximadamente 15 metros, na manhã de segunda-feira, no Bingen. Seis pessoas se feriram, mas, em sua opinião, o episódio poderia ter um final ainda mais lamentável.
Para evitar situações como essa é que melhorias para o transporte público, não só para Petrópolis, mas para todo o estado, estão na minha lista de propostas prioritárias. a favor da gratuidade para idosos, deficientes e estudantes, mas quem tem que arcar com essa gratuidade é o governo, e não as empresas de ônibus”, revela, completando: “Meu objetivo é implantar medidas e fiscalizar o funcionamento de cada uma delas, como forma de garantir a segurança daqueles que dependem deste tipo de transporte, mas dando condições às empresas de poder fazer melhorias, para isso a gratuidade tem que ser cobrada do governo”.
Para o candidato, foi graças à intervenção de Deus que uma tragédia, inclusive com morte dos passageiros, não ocorreu. “Como cidadãos, temos direito de cobrar melhorias. Até quem não utiliza o transporte público corre riscos, pois, no caso de um ônibus desgovernado, quem estiver caminhando ou passando de carro pela via pode se tornar uma vítima”, lembra.
De acordo com Calixto Barbosa, os rodoviários, como motorista e cobrador, também merecem melhores condições de trabalho. “Em várias cidades, trabalham sob pressão. Muitas vezes percebem que o veículo está com problema, mas com medo do desemprego acabam arriscando suas próprias vidas. Temos que mudar esse quadro antes que mortes comecem a ser registradas”, disse


Matéria publicada pelo jornal Tribuna de Petrópolis


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Caso Rafael Mascarenhas: pai e filho reafirmam na Justiça pedido de propina

Roberto Bussamra, pai do acusado de atropelar o músico Rafael Mascarenhas, filho de Cissa Guimarães, na madrugada do dia 20 de julho, reafirmou à Justiça Militar do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, que se sentiu ameaçado pelos policiais para que seu filho não se apresentasse na delegacia após o atropelamento. O acusado reafirmou o pedido de propina em depoimento à Justiça nesta quinta-feira.
De acordo com ele, os policiais teriam anotado o telefone e o endereço do atropelador (Rafael Bussamra) para fazerem ameaças. Roberto e o filho prestaram depoimento durante audiência da Justiça Militar do Rio, que julga o envolvimento dos PMs acusados de corrupção no caso.
Perguntado por um dos advogados por que ele não tentou agir de forma correta para consertar a situação após ter percebido que agia de forma errada, Roberto respondeu: "Consertar não, fui impedido de ir a delegacia. Eles disseram que tinha amigos (dos policiais) envolvidos.... Tem dinheiro para ser dividido com gente que estou fazendo contato", afirmou.
Roberto citou inclusive um suposto envolvimento da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) na operação. "Eles só divulgam essas imagens se gente pedir. Senão não vão divulgar", teria dito um dos policiais a Roberto.
Rafael Bussamra disse a mesma coisa em depoimento à Justiça militar, nesta quinta-feira. "Ele (PM) disse que só poderia pedir a imagem, a viatura que tivesse chegado primeiro ao local. E como era viatura dele (policial), só ele poderia pedir", afirmou Rafael.
De acordo com Roberto, os policiais teriam copiado o endereço do atropelador do documento do carro. No entanto, um dos advogados de defesa disse que o endereço não constava no documento do veículo. Roberto afirmou ter dado R$ 1 mil aos policiais e desistido de pagar o restante do valor combinado, R$ 10 mil, após saber que a vítima havia morrido e que se tratava do filho de Cissa Guimarães.
Rafael disse ainda que quando foi mencionada a preocupação com a placa do carro, por meio da qual poderia ser feita a identificação, os policiais teriam dito para ambos ficarem calamos porque ela poderia ser dada como clonada pelos policiais.

Fonte: Jornal O Dia

Este é o resultado dos baixos salários, condições de trabalho e tudo o mais que envolve a segurança pública do Estado. Concordo que os policiais precisam ser punidos também como forma de servir de exemplo para os colegas. Mas, em minha opinião, o Estado também tem a sua parcela de culpa. Se esses policiais tivessem um salário digno, situações como essa não estariam se tornando comuns. Enquanto alguns PMs seguem para este caminho, outros tem que se desdobrar em trabalhos extras, fazendo segurança.
Como policial militar, conheço de perto os problemas da corporação. Por isso, na Câmara dos Deputados, um dos meus objetivos é propor emendas que garantam o salário periculosidade e insalubridade para os PMs. Além disso, também vou lutar para que o nosso soldo seja equiparado ao salário mínimo. Para isso, temos que estar juntos. Preciso do voto de confiança de meus colegas de farda para garantir que alguém lute pelos nossos interesses. Isso mesmo, pois também integro a corporação e, como vocês, vivo os mesmos problemas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ônibus perde o freio e tomba 15 metros em terreno no Centenário

O ônibus Centenário x Rodoviária, que faz a linha 123 da Viação Esperança, perdeu o freio quando descia a Rua Pedro Stumpf, no Bingen, caiu de um barranco com cerca de 15 metros de altura, sobre um córrego, e deixou três dos seis passageiros levemente feridos, entre eles o motorista do veículo, que foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados para o Hospital Municipal Dr. Nelson de Sá Earp, onde já receberam alta. O acidente aconteceu por volta das 10h20 de ontem e revoltou os moradores, que queriam incendiar o coletivo para chamar a atenção do governo municipal para os problemas do transporte público municipal. “Todo dia, pelo menos um ônibus dessa empresa quebra. Hoje, mais cedo, foram dois da linha 100, Centro x Rodoviária, e agora este acidente absurdo que poderia ter resultado na morte de alguém. Por sorte hoje não teve aulas, se não poderia ter sido pior. Deveríamos colocar fogo nesta sucata para cobrar maior rapidez na solução do processo de intervenção pela prefeitura”, disse o morador Maurício Rodrigues.
A passageira Vania Talaria do Carmo estava com o filho de 9 anos dentro do veículo durante o acidente e relatou os momentos de terror que viveu. “Só escutei quando o motorista disse para nos segurarmos porque o ônibus havia perdido o freio. Agarrei o meu filho e tentei protegê-lo, e quando vi já estávamos dentro do rio. Meu filho está em choque, saiu do ônibus dizendo que me ama e que não vai mais andar de ônibus. Eu estou revoltada e pretendo processar a empresa, porque poderia ter morrido”, contou.
O morador Maicon Gastadelli foi o primeiro a chegar ao local e prestar socorro. “A primeira a ser retirada foi uma idosa sentido fortes dores nas costas, depois uma mulher com o rosto bastante machucado, que estava com uma criança no colo, que Graças a Deus não se feriu, e o motorista do ônibus que estava com a virilha e uma das perna feridas. Os bombeiros logo chegaram e os levaram para o hospital”, falou o empresário.
Segundo uma testemunha, o coletivo fazia um barulho alto quando o freio era acionado, já durante as primeiras viagens de ontem, mas não foi retirado de circulação. “Estava na banca de jornal bem cedo e escutei o barulho que o ônibus estava fazendo para descer a rua. Deveria ter ido para a garagem, mas provavelmente não teria outro para substituí-lo e acabou resultando no acidente. Os carros que cobrem esta linha quebram constantemente e todos os dias a população é obrigada a arriscar a vida para ir trabalhar”, contou o aposentado Anselmo Nicolau.
Para o relações públicas da Associação de Moradores do Bairro Centenário, Rubens Machado, os principais responsáveis pelo acidente são os poderes Executivo e Legislativo, que renovaram a concessão das empresas que atendem ao transporte público de Petrópolis, sem vistoriar a qualidade da frota dos veículos em circulação. “Estou indignado com o que aconteceu porque há nos a situação vem se arrastando e só há alguns meses a PMP resolver fazer essa intervenção, que até agora não apresentou nenhuma melhoria concreta. A associação protocolou na CPTrans vários pedidos de vistoria para averiguar as condições dos ônibus, mas nunca fomos atendidos ”, afirmou.


Fonte : Tribuna de Petrópolis


Este é o estado do transporte público, em Petrópolis. O resultado poderia ter sido uma tragédia que só foi impedida pela intervenção de Deus! O problema não se restringe a Cidade Imperial. Em todo o Estado, a vida dos usuários é colocada em risco. Pessoas se espremem em ônibus lotados e enfrentam constrangimento e humilhação por não serem tratadas de forma digna. É preciso fazer algo já! Com a sua ajuda, me dando um voto de confiança, posso lutar para mudar esse quadro!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Falso médico é preso na Baixada

Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP) prenderam nodomingo um falso médico que atuava como obstetra no Hospital de Clínicas de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ele atendeu quatro pessoas pela manhã, sendo que uma delas era uma policial disfarçada de paciente, que o prendeu em flagrante. Silvino da Silva Magalhães, de 40 anos, é estudante de medicina do 9º período da Unig (Universidade de Nova Iguaçu). De acordo com o titular da DRCCSP, Fábio Cardoso, o universitário usava um carimbo com o nome dele e outro com o nome do dono da clínica. Silvino alegou estar sendo supervisionado, mas a equipe que fez o flagrante não encontrou médicos no local no momento. Os atendimentos por falsos médicos estão cada vez mais comuns. Em julho deste ano, o estudante de medicina Alex Sandro de Souza deu alta médica para a menina Joanna Cardoso Marins, de cinco anos, mesmo ela estando desacordada. A criança morreu no dia 13 de agosto

Proposta para segurança pública

Para a segurança pública, a idéia é propor uma emenda na legislação penal para que haja a aplicação máxima das penas de forma que elas só sejam reduzidas através do trabalho dos detentos dentro das cadeias. Ao mesmo tempo, os presídios deveriam se tornar instituições privadas, enquanto a fiscalização ficaria sob a responsabilidade do Ministério Público.

Calixto: há carências em todos os setores

O corpo a corpo com eleitores têm animado o coronel Calixto Barbosa, candidato a deputado federal pelo PR. Por onde passa, recebe apoio de moradores e comerciantes e, como resposta, ele garante que lutar para conseguir recursos para o município, é a sua principal meta. Isso porque, em sua visão, Petrópolis não é carente apenas de alguns serviços.


Para o candidato, a cidade precisa de investimentos em todos os setores, entre eles, saúde, educação e segurança. Ele lembra que no caso da habitação, milhares de famílias carentes continuam vivendo em áreas de risco ou recebendo o aluguel social. “Apenas nas áreas de risco, são mais de 10 mil famílias. Temos que trabalhar para conseguir recursos e garantir a construção de casas populares”, diz Calixto Barbosa.

Na última semana, o candidato visitou Corrêas, Itaipava, Três Rios. Também participou do encontro sobre Fé Política com o bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, que apresentou orientações e os critérios que devem ser observados pelo povo na hora de escolher um candidato. “A iniciativa da Diocese de Petrópolis deve ser parabenizada e copiada por outras entidades, como por exemplo, a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil e Ministério Público, órgãos realmente comprometidos com a população”

Matéria publicada no jornal Tribuna de Petrópolis

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pedágio vai a R$ 7,70 nesta sexta-feira

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mais uma vez não atendeu ao apelo dos petropolitanos e autorizou o aumento de 2,67% do pedágio da BR-040, causando mais prejuízo para a cidade. O anúncio do reajuste deixou empresários e vereadores preocupados com o prejuízo que este aumento vai causar na economia da cidade e para quem usa diariamente a estrada, seja de carro ou de ônibus, como o universitário Vitor de Souza Colimodio, que gasta, em média, R$ 500 mensais de passagem para o Rio
Todos os dias, Vitor Colimodio vai para o Rio,  para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde cursa engenharia civil, e paga por causa do pedágio R$ 0,46 e a partir de sexta-feira passa a pagar R$ 0,47. Ele comentou que a diferença será de um centavo, “mas para quem paga diariamente, no final do mês acaba pesando no bolso”.
Para ele, assim como para outros estudantes e petropolitanos que trabalham no Rio, o preço do pedágio poderia ser mais barato, o que ajudaria no custo final da passagem para quem tem que ir para o Rio diariamente. O custo também fica pesado para quem freta ônibus, pois as empresas acabam diluindo entre os passageiros o valor do frete, oe  mesmo acontece para quem usa o transporte intermunicipal, que paga o valor do pedágio, como mostrou Vitor Colimodio ao apresentar o tíquete da passagem.
O caminhoneiro Jorge Lisboa, diretor do Sindicato do Caminhoneiros, disse que o aumento do pedágio causa grande impacto e prejuízo aos motoristas de caminhão. De acordo com ele, as transportadoras passam o preço para a população e não pagam o mesmo para os caminhoneiros, que perdem diariamente R$ 0,20. “Ao final do mês, é um prato de comida que o caminhoneiro perde por causa do aumento do pedágio”.
Jorge Lisboa também criticou a forma como o aumento é concedido, frisando que os motoristas de caminhão são os últimos a saber e os primeiros a ter prejuízo. Ele voltou a cobrar um posicionamento das autoridades sobre o assunto, afirmando que a Concer e a ANTT estão desrespeitando a população petropolitana e os caminhoneiros.
O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro, Jesus Mendes Costa, disse que o aumento causa grande prejuízo à economia da cidade. “É o pedágio mais caro do país, numa estrada com o trecho de maior movimento”. Ele disse que o pedágio da BR-040 foi criado quando os pedágios eram novidade e foi feito com um custo de manutenção elevado, por um longo período, que precisa ser revisto.
Jesus Costa disse ainda que a cidade é turística e tem um grande pólo de negócio, “que está sendo prejudicado ao longo dos anos pelo alto custo do pedágio”. Ele defende, assim como outros empresários, que o poder público interfira para que seja feita uma revisão no valor.



Fonte: Tribuna de Petrópolis


Apesar de previsto em contrato, esse reajuste só aconteceu porque Petrópolis e Duque de Caxias, os dois municípios mais prejudicados com esse aumento, não contam com um representante realmente preocupado em defender a população, na Câmara dos Deputados, em Brasília. É preciso ter pulso forte pois são os trabalhadores, principalmente aqueles obrigados a passar pelo trecho diariamente, os mais prejudicados. Este é o momento de tomar uma atitude!